CUIDE BEM DE SEUS FILHOS
Maria Cristina - Diz que os filhos de pais separados sofrem no momento da separação e depois ganham uma cancha (experiência) para a vida extraordinária
DICAS:
No momento da separação há um certo trauma porque nenhum filho quer ver os pais divorciados. Porém, com o tempo essas crianças ganham experiências e sentimentos valiosos, nem sempre vivenciados por outras
"O fato é que toda vez em que há uma separação ocorre a morte da família original e no imaginário dos pais e das crianças o casamento e a família são para sempre."
É como no processo de adoção. É inegável que antes da generosidade, afeto e amor gerado pela pessoa que adota a criança houve uma rejeição. Uma coisa boa não exclui a presença de algo nefasto, ruim",
Em seguida, vem a ampliação do convívio com novas pessoas e ambientes, já que os pais retomam antigas amizades. Além de laços familiares mais amplos. "Da classe média para cima, por exemplo, os outros familiares, como avôs e tios, costumam se tornar mais presentes na vida da criança.
toda e qualquer pessoa necessita sentir que alguém a ama e a admira, mesmo com todos os defeitos que ela possa ter e é por isso que a criança deve sentir-se e ser amada pelos pais.
Estado emocional tem mais peso que o civil
“Elas não sabem qual dos dois devem apoiar e isso as deixa confusas, além de sentirem-se culpadas, mesmo não sendo
as crianças que apresentam dificuldades emocionais, baixa auto-estima ou problemas na escola são aquelas que não têm uma estrutura familiar saudável. “O que produz o desenvolvimento delas não é o estado civil dos pais, mas o estado emocional deles ou daqueles que as criam”
Um deles é o amadurecimento precoce que a maioria dessas crianças desenvolve. Maria Cristina diz que esse amadurecimento ocorre porque a criança fica exposta a conteúdos que não estaria sujeita se os pais estivessem casados.
Ela não considera esse amadurecimento de todo ruim, pois afirma que esses filhos aprendem a lidar com diversas situações emocionais e quando adultos se tornam mais estáveis.
é importante os pais saberem que é a visão que as crianças têm sobre o amor conjugal que define a capacidade delas de amar. “Por isso, não é a presença física de um pai ou mãe que estabelecerá o modo como eles desenvolverão essa capacidade.” É mais valioso passar meia hora junto do filho com qualidade do que ficar com ele o dia inteiro sem acrescentar nada.
“Falta ou excesso de amor prejudica o crescimento da criança. Os limites devem ser impostos mesmo durante a separação”, diz Olga.
os pais devem mostrar o significado e o porque a vida de seus filhos mudou, e dizer-lhes que ela voltará a se reestruturar, possivelmente, para melhor. Ela diz que os filhos precisam se adaptar às mudanças e essa adaptação também é muito favorável a eles, porque podem desenvolver resiliência, que é a capacidade de resistir às dificuldades. “Com o tempo se torna uma pessoa melhor e capaz de lidar bem com as adversidades da vida”, afirma.
“Dentro de uma família, a criança sempre se sentirá mais amada e aceita. A família é a célula-mãe da sociedade, o lugar onde se desenvolvem as estruturas psíquicas, onde a criança forma a sua identidade e desenvolve o seu emocional”, diz Olga.
Quatro coisas que os pais nunca devem fazer:
:: Falar mal um do outro para o filho
:: Usar os filhos como espiões para saber da vida do outro
:: Fazer chantagens ou usá-los como moeda de troca. Por exemplo: “Você não vai ver seu filho enquanto não depositar a pensão”
:: Discutir na frente das crianças
Quatro coisas que os pais devem fazer, sempre:
:: Falar e ouvir seus filhos
:: Ter bom senso
:: Impor limites
:: Amar seus filhos, independente da situação em que se encontra o relacionamento amoroso
Orientar para os novos relacionamentos
Novos relacionamentos surgirão na vida dos pais e os filhos precisam ter consciência disso. Os pais, portanto, devem explicar-lhes que pai e mãe são para sempre e que apesar de separados continuarão a amá-los. Maria Cristina Milanez Werner, terapeuta de família e de casais do Rio de Janeiro, diz que o novo par da mãe ou do pai precisa estar ciente que não irá substituir qualquer um dos dois. “Ter a pretensão messiânica de substituir a mãe ou o pai causará sofrimento. Isso poderá acontecer a menos que um deles, a mãe ou o pai, seja completamente inoperante e ausente. Pai e mãe sempre terão o espaço deles.”
Já a criança precisa saber e aceitar que adultos precisam de outros adultos para conviver. No princípio, é possível que os filhos sintam raiva do novo companheiro, mas precisam saber que o pai e a mãe necessitam refazer suas vidas social e afetiva, conforme explica Maria Cristina.
Ela afirma que à medida que a convivência entre eles avança, os filhos tendem a se adaptar e muitas vezes aprender e até amar os novos parceiros dos pais. Um dica de Maria Cristina às pessoas que namoram ou são casadas com pessoas que já têm filhos é não deixá-los muito donos da situação. “Os novos parceiros devem ter muito cuidado para não se meter entre o antigo casal e na vida dos seus filhos, a menos que sejam solicitados a isso. Mas, ao mesmo tempo não podem permitir que o filho se sinta todo poderoso e dono da situação. Uma nova namorada do pai passar para o banco de trás do carro, por exemplo, porque o adolescente é acostumado a andar desse jeito com a mãe, é um absurdo. O banco da frente é para adultos”, afirma. A psicóloga Olga Inês Tessari lembra que os filhos também ganham quando uma nova família se cria. Ela cita que irmãos podem nascer, avô, avó, tios e demais familiares se duplicam. “Tanto o pai quanto a mãe não devem se esquecer que o maior papel deles consiste em apoiar, compreender e dialogar sempre com seus filhos, independente de estarem bem ou não entre si.” (R.F.)
Dicas de livros:
- Criando filhos seguros e confiantes, de Robert Brooks e Sam Goldstein, da Editora M. Books
- Como Educar meu Filho?, de Rosely Sayão, editora PubliFolha
- Filhos de Pais Separados, de Sílvia Botero, editora Ave Maria
Serviço:
- Maria Cristina Milanez Werner, psicóloga, fone (21) 2814-4664
365diasmeamando.blogspot.com/
Há 13 anos
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