Amor Próprio


Amor Próprio


Este texto foi elaborado para cada um de vocês e, tem o propósito de afirmar que o amor é possível, sempre possível...

Para isto é necessário acreditar nesta possibilidade não como hipótese relativa na sua vida, mas como algo concreto completo e verdadeiro em seu íntimo.

Importante lembrar também que a arte de relacionar-se é a mais difícil que existe, pois envolve vários fatores, tais como objetivos, forma de criação, educação, livre arbítrio e principalmente a personalidade individual de cada um.

Portanto não existe possibilidade de relacionar-se se não houver convergência de fatores como tolerância, respeito, compreensão e claro, humildade, afinal pedir e doar perdão acaba sendo um dos exercícios mais generosos de um envolvimento.

Sinceridade de ambas as partes é o melhor caminho para conquistar a confiança e assegurar o direito da liberdade de ser, agir e estar do outro, aliás, direito sagrado de todo indivíduo.

Agora como ser sincero/a com uma pessoa insegura, ciumenta e pegajosa que já parte para a categorização do outro como alguém que não presta?

Interessante também como pode uma pessoa chegar a esta conclusão (produzida internamente ou não), com relação ao outro e, mesmo assim partir do princípio de não posso perdê-lo?

Masoquismo?

Imaturidade emocional?

Insegurança?

Possessividade?

Ou todas as alternativas anteriores?

Necessário saber que não existe amor se não houver antes o amor próprio.


Aqui em meu trabalho atuo quase que exclusivamente com questões afetivas é impressionante a porcentagem de clientes minhas que acreditam realmente amar alguém, entretanto, a maioria esmagadora apenas sente posse, obsessão, orgulho e vaidade, o tal de não posso, não quero e não vou perder.

Interessante constatar que esta maioria é a mesma que tem comprovada insegurança devido à baixa estima e falta de amor próprio.

No objetivo de felicidade eterna joga sobre os ombros de um "eleito" a obrigatoriedade de sua felicidade como se a mesma não fosse responsabilidade única e exclusivamente dela.

Tendo também aquelas que querem me imputar tamanho encargo, pois, cientes que não conseguem ter uma relação com a outra parte tentam colocar em meus ombros a missão de fazer os mesmos amarem elas custe o que custar.

Ou seja, transferem o tempo todo e nada de concreto querem se dispor a fazer para atingir seus objetivos.

Muitas vezes elas chegam contaminadas por pensamentos e ações de outras pessoas sejam amigas, sejam profissionais charlatães que prometem aquilo que não podem cumprir, sejam pelas fatídicas simpatias (simpáticas para quem?), de revistinhas, ou tudo isto junto e misturado.

Mas chegam antes de tudo machucadas, amedrontadas e carentes.

Muitas vezes o processo de recuperação é lento e sem dúvida doloroso, minha missão maior é dizer aquilo que precisam ouvir e não o que de fato querem e, esta é a parte inicial de meu trabalho e portanto a mais difícil.

Necessário neste momento ter amor pelo que faz, pelo ser humano, se colocar na situação do outro e, dentro disto aparar arestas, lapidar e reluzir em cada uma um amor verdadeiro por si mesma e acima de tudo por Deus que muitas vezes, na maioria aliás, é a última palavra da qual elas se lembram de terem tocado no auge de sua crise íntima e existencial.

As vitórias são muitas na realidade para mim em 100% das vezes, onde a proposta maior é a minha consulente se auto descobrindo, se amando e crescendo como indivíduo, claro que nem todas e ainda sim uma parcela nada significativa, puderam desfrutar da continuidade de um amor (principalmente os doentios graças a Deus),mas são exatamente estas que conseguiram serem mais felizes (a partir do momento em que como diria o poeta deixaram de amar o passado e viram que o novo sempre vem...), quer tenham permanecido sozinhas ou não.

Certo é que nunca mais ficaram mal acompanhadas e são mulheres maravilhosas, surpreendentes e para meu orgulho não mais as solitárias sofredoras.

São pessoas que se amam o suficiente para se bastarem e se entregarem a partir de agora, somente a quem merecer.

E, se pensam que elas querem príncipe encantado se enganam...

Elas aprenderam que se tiver um sapinho ajeitadinho já está bom demais, já que nesta corte apenas elas merecem a coroa sendo as únicas e absolutas princesas!

E, os homens?

Bem os homens...


By Kris Andrietta

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